Mulheres transformam o 8 de Março em um grito nacional contra o feminicídio
Publicada dia 07/03/2026 10:33
Neste 8 de março, o Dia Internacional da Mulher será marcado por mobilizações em todo o Brasil que denunciam a violência de gênero e cobram ações concretas para proteger a vida das mulheres. Em Bauru e região, trabalhadoras dos Correios e movimentos sociais participam dos atos que transformam a data em um grande grito nacional contra o feminicídio.

Embora represente um momento de reconhecimento das conquistas históricas das mulheres, o 8 de Março também se consolidou como um dia de mobilização diante das desigualdades e violências que ainda marcam a realidade feminina no Brasil.
O país continua registrando índices preocupantes de feminicídio. Dados de segurança pública indicam que mais de 1.460 mulheres foram assassinadas em 2024 em crimes motivados por violência de gênero.
Em 2025, os registros permaneceram elevados em diversas regiões do país, reforçando a urgência de políticas públicas mais eficazes de prevenção e proteção.
Em 2026, os primeiros levantamentos indicam que o cenário ainda é preocupante, com o Brasil registrando uma média de quatro feminicídios por dia.
Para a secretária da Mulher do SINDECTEB, Rita de Cássia, a mobilização das mulheres continua sendo fundamental para enfrentar essa realidade.
“O 8 de Março representa a força das mulheres na luta por direitos e pela vida. Não podemos aceitar que tantas mulheres continuem sendo vítimas da violência. Precisamos transformar indignação em mobilização e luta coletiva”, afirma.
Além da denúncia da violência, as mobilizações também destacam debates importantes sobre desigualdade social e condições de trabalho.
Um dos temas levantados é a crítica à escala de trabalho 6×1, que impõe jornadas longas e muitas vezes dificulta o acesso das mulheres ao descanso, ao estudo e à convivência familiar.
Para muitas trabalhadoras brasileiras, especialmente aquelas que acumulam responsabilidades domésticas e de cuidado, esse modelo representa mais uma barreira para a igualdade.
Nesse contexto, o movimento sindical reforça que a defesa da vida das mulheres também está ligada à luta por trabalho digno, igualdade salarial e respeito no ambiente profissional.
Neste 8 de Março, as ruas de Bauru e de diversas cidades brasileiras serão palco de manifestações que reafirmam um compromisso coletivo: nenhuma mulher a menos.
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