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Derrotar o governo Bolsonaro e sua política de destruição dos Correios é prioridade


Publicada dia 28/01/2022 17:10

Toda resistência que o movimento sindical e a categoria ecetista travaram em 2021 para barrar a votação do PL 591 continua em 2022!

A equipe econômica do governo Bolsonaro, comandada por Paulo Guedes, com apoio do ministro do baú, Fábio Faria, não desistiu de acabar com a maior e mais importante estatal brasileira, os Correios.

Os Correios estatais vêm sofrendo com sucessivas políticas de desmonte. Há 11 anos sem realização de concurso público, de 128 mil funcionários passou a atuar com apenas 90 mil, mesmo com o enorme aumento das entregas e da população.

Apesar do desmonte dos últimos anos e dos inúmeros ataques, a ECT registrou lucro nos últimos cinco anos e é autossuficiente, ou seja, não depende de recursos do orçamento federal. A projeção é de lucro líquido de R$ 3 bilhões para 2021.

Isso é muito mais que resistência. É prova de que empresa é viável e essencial para o país, e de que tem um corpo de funcionários altamente qualificado, capaz e comprometido com o atendimento da população, mesmo sob inúmeras dificuldades impostas pelo governo privatista.

O Brasil precisa do Correio estatal

Mesmo com números invejáveis para os setores público e privado, e com um serviço extremamente estratégico, uma vez que engloba todo o território nacional, o governo Bolsonaro quer a todo custo privatizar uma empresa que é a responsável pela entrega de remédios, vacinas, materiais escolares, urnas eletrônicas, mantimentos e outros itens indispensáveis na vida do brasileiro.

A capilaridade e organização da ECT| foram construídas ao longo dos anos pela dedicação dos trabalhadores e são usufruídas pelas próprias transportadoras privadas, que usam os Correios para entrega das encomendas nos locais mais distantes e remotos, uma vez que elas não têm uma malha que atinja todo o país ou não se interessam em atuar em áreas mais longínquas e periféricas.

Se privatizar, tudo piora

Há tempos fala-se em privatização dos Correios, mesmo com as inúmeras provas de que seria um grande erro econômico e social. No entanto, nunca tivemos um governo tão capacho como o atual o suficiente para levar essa pauta tão adiante.

Bolsonaro, Paulo Guedes, Arthur Lira e sua trupe vêm se esforçando para entregar para iniciativa privada um dos maiores patrimônios do povo brasileiro, que emprega mais de 90.000 pessoas concursadas e o triplo indiretamente.

Com uma privatização o desemprego irá aumentar, as áreas mais remotas tendem a ficar desassistidas e a economia dessas localidades irá declinar ainda mais diante da grave crise econômica que enfrenta o país através da política do governo Bolsonaro agravada pela grave pandemia de Covid-19.

Ficam aqui alguns questionamentos aos parlamentares:

●Com a privatização dos Correios, quais garantias da manutenção de um serviço amplo e eficaz o brasileiro teria?

●Qual a garantia de que a população de Oliveira de Fátima (TO), cidade com apenas 1124 moradores, por exemplo, continuaria recebendo suas encomendas?

●Qual a garantia de que os preços dos serviços postais não subiriam bruscamente para chegar no lucro desejado pelas novas empresas?

●A resposta: nenhuma!

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