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Yanomamis agonizavam ao mesmo tempo em que 700 mil morriam de Covid


Publicada dia 23/01/2023 13:37

Genocídio ampliado: além do COVID que matou 700 mil, o maior índice em relação à população de um país do planeta, agora aparece o projeto de genocídio dos povos indígenas. Que outras desumanidades e monstruosidades ainda vão aparecer?

Um governo novo, de partido e ideias diferentes do anterior, tende a mudar, para melhor ou pior, os feitos do derrotado nas urnas. Mas nunca se viu uma necessidade tão grande de mudança como hoje no Brasil.

Durante a ditadura militar, de 1964 a 1985, houve perseguição, repressão, desaparecimento e assassinato de opositores ao regime. Quem não falasse o que os generais queriam, no mínimo ia para a tortura na prisão.

Nessa ditadura também houve extermínio indígena. Os militares de então queriam ocupar seus territórios indígenas e ceder aos fazendeiros para desmatar, plantar e criar gado. Também queriam impor aos povos originários a cultura do homem branco. Etnias desapareceram do mapa nesse período.

Inimigo dos indígenas

O capitão expulso do exército por atentado terrorista continuou o trabalho sujo quanto foi eleito presidente.

De cara disse que não haveria terra para índio. Que eles teriam de se adaptar. Um ministro dele disse que o governo deveria aproveitar a pandemia para “passar a boiada”.
Isso queria dizer liberação do desmatamento das florestas da Amazônia, que nas terras indígenas cresceu 90% nos últimos anos.

Também significou a liberação da extração e da venda ilegal de madeira, a ocupação dos territórios indígenas com agricultura e pecuária ostensivas, pesca predatória, exploração de minérios com poluição dos rios por mercúrio, facilitação do tráfico de madeira, peixes, minérios e drogas nos rios amazônicos.

Extermínio

O pacote incluía morte aos indígenas e suas culturas. Para apoiar o trabalho dos fazendeiros, mineiros, madeireiros e traficantes da Amazônia veio a facilitação da compra de armas através dos clubes de tiro, o desmonte da FUNAI e da fiscalização.

Nesse contexto, o governo negou terras aos povos originários, forçou a aculturação, dificultou acesso a alimentos, a medicamentos, a medidas de proteção contra a Covid, permitiu a invasão e a exploração das áreas indígenas.

Ameaçou, perseguiu e reprimiu todos que se colocaram ao lado dos indígenas e da preservação de suas culturas e das florestas. Como Dom e Bruno, barbaramente assassinados por jagunços.

A FUNAI operou com um terço de sua força de trabalho. O governo deixou a fiscalização inoperante.

O resultado foi miséria, fome, doenças e mortes!

Muitos povos sofreram e sofrem as consequências. Mas os Yanomamis de Roraima chegaram ao estado de calamidade agora revelado a todo o país.

Sem terras, sem assistência e envenenados pelo mercúrio da mineração, 570 Crianças Yanomamis com menos de 5 anos morreram durante a gestão Bolsonaro de doenças que poderiam ter sido tratadas, como a pneumonia, a principal causa das mortes entre elas.

A tarefa do novo governo é enorme!

O governante eleito tem que cuidar do povo que o elegeu. Garantir condições dignas de vida aos que o escolheram como líder. Lula disse que cuidaria e mostrou isso ao visitar a região mais atingida. Foi ver de perto, conversar e abraçar os Yanomamis. Foi dizer para eles que vai cuidar de todos, principalmente dos que mais necessitam, como eles.

Reparar o genocídio, a destruição e pensar no desenvolvimento econômico sustentável para a natureza e a vida é o grande desafio colocado. Poderia ser diferente, caso o Brasil não tivesse vivido um enorme pesadelo nos últimos 4 anos.

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