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Varíola dos Macacos: Fique atento às medidas de prevenção


Publicada dia 05/08/2022 10:49

A primeira morte no Brasil, registrada pela varíola dos macacos, levantou o alerta sobre como se prevenir da doença. E os cuidados são muito parecidos com os exigidos pelo surto de covid-19.

Até o momento são 1.721 casos confirmados de varíola dos macacos, segundo boletim divulgado na última quinta-feira (4) pelo Ministério da Saúde. A doença está presente em 18 estados brasileiros, além do DF (Distrito Federal).

O Estado com mais infectados é São Paulo, com 1.298. Rio de Janeiro (190), Minas Gerais (75) e Distrito Federal (37) são as outras unidades federativas com maior número de casos da doença.

A secretaria de Saúde do Sindicato alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente que a varíola dos macacos (monkeypox) é considerada uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. Por isso alerta toda categoria sobre os sintomas e formas de prevenção da doença.

Poucos dias antes de o Brasil confirmar três casos de infeção por varíola dos macacos em crianças, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia reforçado o alerta para os riscos de propagação da doença entre toda a população, reiterando que ela não está restrita a grupos específicos.

Causada por um vírus pertencente ao gênero ortopoxvírus da família poxviridae, a varíola dos macacos tem semelhanças com a varíola humana – que causou crises sanitárias no mundo todo por séculos, até que foi controlada pela vacinação na década de 1970.

A transmissão se dá a partir do contato próximo com fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como vestimentas, toalhas e roupas de cama. O período de incubação sem sintomas costumam durar de 6 a 13 dias, mas pode chegar até 21 dias.

Entre os sinais da doença estão febre, dores no corpo e na cabeça, cansaço, gânglios inchados e lesões com feridas espalhadas pela pele. Os machucados causam dores e coceira e algumas manchas podem deixar cicatrizes.

Pacientes com a confirmação da doença devem se isolar e quem esteve com essas pessoas também precisa de monitoramento. Para prevenir o contágio é preciso evitar contato próximo, como beijos, abraços e relações sexuais e compartilhamento de itens pessoais.

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

. Febre
. Dor de cabeça
. Dores musculares
. Dor nas costas
. Gânglios (linfonodos) inchados
. Calafrios
. Exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea (feridas), geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

Como se prevenir

Segundo a OMS, para evitar a transmissão da doença, as seguintes precauções são fundamentais:

. evitar o contato com infectados ou quem está com sintomas da doença,
. ao manter relações sexuais, usar sempre camisinha,
. lavar bem as mãos com água e sabão e usar álcool gel,
. tossir e espirrar na dobra do braço,
. Caso surjam sintomas de erupção cutânea, acompanhada de febre, dor de cabeça e nas articulações, ou sensação de desconforto, procurar imediatamente um médico e fazer um teste.
. Assim como a prevenção da Covid-19, os cuidados para evitar o contágio da varíola dos macacos ocorrem com o uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A OMS também recomenda o isolamento de quem teve diagnóstico de varíola dos macacos confirmado, já que não existe um tratamento específico para a doença. O isolamento deve durar até o desaparecimento das erupções cutâneas, o que pode levar até quatro semanas. Durante esse período o paciente pode receber tratamento receitado pelos médicos para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos a doença não é grave.

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