SINDECTEB reforça luta antirracista e defende reparação histórica no 13 de Maio
Publicada dia 13/05/2026 13:33
Data que marcou o fim oficial da escravidão segue como símbolo da resistência do povo negro contra o racismo, a desigualdade social e a precarização do trabalho no Brasil

O SINDECTEB – Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Bauru e Região reafirma neste 13 de maio seu compromisso com a luta antirracista, a defesa da classe trabalhadora e o combate às desigualdades históricas que ainda atingem a população negra no Brasil.
A assinatura da Lei Áurea, em 1888, encerrou oficialmente a escravidão no país, mas não garantiu dignidade, inclusão social ou oportunidades para milhões de negros e negras libertados após mais de três séculos de exploração. Sem acesso à terra, moradia, educação ou emprego, a população negra foi abandonada pelo Estado brasileiro e passou a enfrentar novas formas de exclusão que permanecem até os dias atuais.
Por isso, o movimento negro não trata o 13 de maio como uma data de celebração, mas como um momento de reflexão, denúncia e fortalecimento da luta por igualdade racial e justiça social.
A resistência construída por lideranças históricas como Zumbi dos Palmares, Dandara, Tereza de Benguela e Luísa Mahin segue inspirando gerações na luta contra o racismo estrutural e pela garantia de direitos.
Mais de 138 anos após a chamada abolição, a população negra continua sendo a mais afetada pelos baixos salários, pela informalidade, pela violência e pela precarização das relações de trabalho.
Nesse cenário, a PEC 27/2024 ganhou destaque nacional ao propor a criação do Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial. Relatada pelo deputado federal Orlando Silva, a proposta prevê investimentos permanentes em políticas públicas voltadas à educação, saúde, cultura, inclusão social e geração de oportunidades para a população negra.
Para o SINDECTEB, o debate sobre reparação histórica também passa pelo fortalecimento da luta sindical e pela defesa de condições dignas de trabalho. A luta pelo fim da escala 6×1, por melhores salários, qualidade de vida e igualdade de oportunidades faz parte do enfrentamento às desigualdades que atingem principalmente os trabalhadores negros.
O sindicato reforça que não existe justiça social sem combate ao racismo e sem políticas concretas de inclusão e reparação histórica. Mais do que lembrar o passado, o 13 de maio deve servir para fortalecer a organização da classe trabalhadora e a construção de um país mais justo, democrático e igualitário para todos.
Ao navegar em nosso site, você concorda com nossa política de privacidade. Clique e conheça.