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Sindicato denuncia falsa economia na terceirização da frota e aponta sobrepreço em contratos


Publicada dia 09/01/2026 21:29

Enquanto a direção da ECT utiliza o prejuízo bilionário de 2025 para justificar cortes, Sindicato revela que a empresa pode estar pagando até o dobro por serviços básicos de manutenção veicular através de intermediárias.

O SINDECTEB protocolou nesta semana um ofício contundente exigindo explicações da presidência dos Correios sobre o atual contrato de gestão da manutenção da frota. A ação do Sindicato expõe uma contradição grave: enquanto a empresa alega viver uma crise sem precedentes — fechando 2025 com um rombo superior a R$ 6 bilhões — ela mantém contratos terceirizados que drenam recursos com ágios injustificáveis.

A denúncia foca na empresa terceirizada contratada para gerir a manutenção dos veículos, um serviço que antigamente era realizado com maior controle e menor custo nos CTOs. A promessa da ECT era de “agilidade e eficiência”, mas a realidade na ponta mostra o oposto.

A Matemática do Prejuízo

O Sindicato recebeu denúncias de que a empresa gestora inflaciona os valores dos serviços prestados por oficinas locais. O modus operandi é simples e lesivo aos cofres da estatal:

O prestador de serviço (uma borracharia ou mecânica local) cobra o valor de mercado, por exemplo, R$ 50,00 por um reparo de pneu. No entanto, a empresa terceirizada que intermedeia o serviço cobra da ECT valores que chegam a R$ 120,00 ou R$ 130,00 pelo mesmo procedimento.

Ou seja, os Correios pagam mais que o dobro do valor real, apenas para sustentar o lucro da empresa intermediária.

O que diz o Sindicato

No documento enviado à direção da empresa, o SINDECTEB questiona onde está a “economia” prometida com a terceirização. Para a entidade, essas “pequenas más gestões”, quando somadas à frota nacional, representam uma hemorragia milionária de recursos.

“É inadmissível que, em um cenário de rombo bilionário, a ECT atue como ‘mãe rica’ para empresas terceirizadas. Queremos ver as planilhas, as notas fiscais e a comprovação dessa suposta economia. Se a empresa não responder, levaremos o caso ao Ministério Público e ao TCU”, afirma a diretoria do Sindicato.

O ofício exige, no prazo de 5 dias, a apresentação do contrato, comparativos de custos e a justificativa para o pagamento desses sobrepreços.


📄 Documento na Íntegra

Para entender a profundidade da denúncia e os termos técnicos exigidos pelo Sindicato à direção da ECT, disponibilizamos o ofício completo para leitura:

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